quinta-feira, 23 de novembro de 2017

PMDB decide expulsar a senadora Kátia Abreu, ex-pefelista, do partido

Renan Truffi e Thiago Faria, O Estado de S.Paulo


                                                                                                                                                                       
O Conselho de Ética do PMDB decidiu, nesta quinta-feira, 23, expulsar do partido a senadora Kátia Abreu (TO). O colegiado acompanhou, por unanimidade, recomendação de parecer pelo cancelamento da filiação partidária da senadora. O motivo é a postura crítica dela ao governo de Michel Temer e o fato de atuar de forma contrária às orientações do Palácio do Planalto no Senado.

A medida será acatada de imediato pelo presidente do partido, senador Romero Jucá (RR), que elogiou a decisão por meio de nota à imprensa. "A medida demonstra nova fase de posicionamento do partido", afirmou.






A senadora Kátia Abreu (PMDB-TO)  Foto: Dida Sampaio | Estadão


Kátia Abreu ainda não se posicionou publicamente sobre o assunto, mas já deu indicações de que deve deixar a sigla. Segundo informações de sua assessoria de imprensa, a parlamentar está em missão oficial no Qatar, onde se reúne hoje com investidores árabes para apresentar o potencial agropecuário do Matopiba, região entre os Estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.

Antes da expulsão, o Conselho de Ética já havia suspendido a senadora das atividades partidárias temporariamente. Na época em que o processo começou a ser analisado pelo Conselho de Ética da legenda, a senadora encaminhou defesa na qual apontava "vícios processuais" no pedido de expulsão.

Além disso, ela havia pedido para que fossem ouvidos 24 testemunhas, incluindo o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), e os ministros Leonardo Picciani (Esportes) e Gilberto Kassab (Comunicações).

Como o corpo reage a cada bebida alcoólica

Sono, energia, tristeza ou confiança? Um estudo britânico revelou quais reações os diferentes tipos de bebida alcoólica causam

Veja



Vinho tinto e cerveja
Vinho tinto e cerveja (iStock/Getty Images)



Um novo estudo, publicado no periódico científico British Medical Journal, mostrou como cada escolha entre as bebidas alcoólicas pode afetar as emoções e o comportamento das pessoas.

Segundo os cientistas, o vinho e a cerveja são as bebidas que mais causam sensação de relaxamentosono – e até mesmo cansaço, em alguns casos. Já se a intenção é sentir-se mais confiante e enérgico, os destilados são as melhores pedidas. No entanto, eles também podem deixá-lo mais propenso à tristeza e à agressividade.

Reações positivas e negativas

Cerca de 30.000 pessoas, entre 18 e 34 anos, de diversos países responderam a um questionário anônimo, Global Drug Survey, sobre hábitos de consumo de álcool e outras drogas. Depois de analisarem como os participantes reagem a cada bebida, os cientistas descobriram que 53% s sentem relaxados ao beber vinho tinto e 33%, vinho branco. Essa sensação também é notada quando bebem cerveja, com cerca de 50% dos participantes.

Já cerca de 60% dos participantes dizem sentir mais confiança e energia, e 42% sentem-se mais atraentes, com os destilados – como cachaça, vodca, gim, tequila, uísque e rum. Por outro lado, essas bebidas também provocam reações negativas. Cerca de 30% ficam mais agressivos e inquietos, e 22% ficam mais tristes. Mas isso não se restringe aos destilados: os vinhos também foram associados à fadiga e ao cansaço por 60% dos participantes.

Diferentes hábitos

As reações podem se tornar mais ou menos intensas de acordo com o padrão de consumo, idade, sexo, status socioeconômico e escolaridade. Os participantes que apresentaram um consumo mais intenso do álcool reportaram mais reações, tanto positivas quanto negativas. Todas as emoções foram sentidas na mesma proporção por participantes de ambos os sexos – com exceção da agressividade, que foi mais percebida entre os homens.

Além disso, os efeitos de relaxamento e cansaço foram mais percebidos quando as bebidas eram consumidas em casa, enquanto maior confiança e agressividade quando bebiam em um bar, por exemplo.

Ainda não se sabe por que cada bebida promove um efeito diferente, mas os pesquisadores acreditam que isso pode estar relacionado ao fato de que elas têm ingredientes, porcentagens alcoólicas e doses (como e onde são tipicamente consumidas) diferentes. Outra hipótese é a de que as pessoas escolhem a bebida já pensando no efeito que ela vai causar – tendo como base aspectos sociais e culturais de cada tipo de álcool, assim como as propagandas.



Vitamina D pode prevenir a artrite reumatoide, mostra estudo

Vitamina D
Para quem já sofre da doença, é improvável que somente a
suplementação ofereça algum benefício, pois as células imunes
já não são mais sensíveis à vitamina. A nova descoberta pode
levar ao desenvolvimento de um novo tipo de tratamento, uma
correção para essa reação. (iStock/Getty Images)


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A artrite reumatoide é uma doença autoimune que causa inflamação crônica, geralmente nas articulações. Por atacar o próprio sistema imunológico, a sensibilidade do organismo à vitamina D, que possui efeitos anti-inflamatórios, pode cair. No entanto, a suplementação pode ajudar a prevenir a doença e possivelmente, em doses maiores, beneficiar quem já sofre dela, segundo um novo estudo publicado no periódico científico Journal of Autoimmunity.

O estudo

Pesquisadores da Universidade de Birmingham, no Reino Unido, analisaram amostras de sangue e fluido das articulações de 15 pacientes, entre 40 e 85 anos, com artrite reumatoide. Esse é o primeiro estudo do gênero a utilizar células do sistema imune retiradas tanto do sangue quanto do líquido sinovial de pessoas com artrite.

“Diferente dos trabalhos anteriores, isolamos diferentes tipos de células do próprio local da inflamação para determinar se as células específicas do sistema imunológico tinham a mesma sensibilidade para a vitamina D”, explicou Martin Hewison, um dos autores do estudo.

Prevenção

Com base nos resultados, os cientistas concluíram que manter os níveis de vitamina D saudáveis pode ajudar a prevenir a artrite reumatoide, assim como outras doenças inflamatórias. No entanto, para quem já sofre da doença, é improvável que somente a suplementação ofereça algum benefício, pois as células imunes já não são mais sensíveis à vitamina.

Possível tratamento

Por outro lado, os pesquisadores acreditam que a vitamina pode ser reposta em doses maiores ou que a nova descoberta pode levar ao desenvolvimento de um novo tipo de tratamento, uma correção para a falta de sensibilidade à vitamina.
“Nossos achados foram inesperados, pois inicialmente achamos que as células das articulações inflamadas responderiam tão bem à vitamina D quanto as células do sangue”, disse Karim Raza, principal autor da pesquisa. “Dessa forma, doses mais altas da vitamina podem ser necessárias ou, quem sabe, um novo tratamento com foco na reação à vitamina pode ser a solução.”


Brasil testa novo tratamento contra refluxo

O tratamento consiste em uma sessão de 30 minutos de ondas
de rádio que são direcionadas para o músculo entre o estômago
e o esôfago, fortalecendo a estrutura (iStockphoto/Getty Images)

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Um tratamento inédito no Brasil pode tornar-se um aliado para quem quer tratar o refluxo sem cirurgia ou utilizando medicamentos. Presente em mais de 40 países, o Sistema Stretta foi utilizado pela primeira vez em setembro na Faculdade de Medicina do ABC (FMABC) e tem como objetivo fortalecer a musculatura do esôfago, que, quando apresenta frouxidão, permite que o suco gástrico suba do estômago e atinja o órgão, causando incômodo, ardência, dificuldade de deglutição e azia.

Coordenador do serviço de endoscopia da faculdade, o gastrocirurgião Eduardo Grecco explica que os resultados no exterior foram positivos e há um protocolo de estudo para verificar os efeitos do procedimento em pacientes brasileiros. “É um tratamento rápido, feito em uma sessão única de 30 minutos. O paciente acorda bem, recebe orientações para a dieta e vai para casa. Ele vai ser acompanhado por quatro a seis semanas, utilizando a medicação que está habituado e, depois, vai suspender a medicação.”

O método é uma terapia pouco invasiva que consiste em emitir energia de radiofrequência para o músculo entre o estômago e o esôfago, fortalecendo a estrutura. Isso faz com que as paredes funcionem como uma espécie de “barreira” que impede que os fluidos subam e causem o refluxo.

A cirurgia, segundo ele, resolve 70% dos casos e tem eficácia que varia de cinco a sete anos para 30% dos pacientes que enfrentam o procedimento. Mas há os desconfortos ligados ao processo cirúrgico. “Tem corte, anestesia geral e o paciente fica de uma semana a dez dias com dificuldade para se alimentar. Com o Stretta, ele tem dor e desconforto leves, mas já volta à dieta geral a partir do terceiro dia. Quanto menos invasivo, mais rápida a recuperação, menos riscos de infecção e menos efeitos colaterais.”

Pioneiro

O escriturário Renan Rodrigues Cayres, de 25 anos, foi o primeiro paciente a ser submetido ao Stretta. Ele começou a perceber os sintomas do refluxo aos 15 anos. “Não era todos os dias, mas isso foi me acompanhando durante os últimos dez anos.” Ele se interessou pelo procedimento assim que o conheceu. “Além de não ser um processo cirúrgico, tem o efeito de poder suspender a medicação, que tem efeitos agressivos e é muito cara.”

Eduardo Grecco afirma que o tratamento precisa da colaboração dos pacientes. “Não adianta continuar com os erros alimentares. O método vai melhorar a capacidade do esôfago para o refluxo, mas o paciente não vai ficar livre para sempre. A pessoa pode ter quadros agudos, principalmente se extrapolar em uma festa.”

"Votação sobre foro privilegiado pede um Supremo transparente", por Joaquim Falcão

O Globo


Está pautada para a sessão de hoje no Supremo, a decisão sobre o foro privilegiado. Ou ficamos com este sistema onde cerca de 37 mil políticos são cidadãos processualmente privilegiados, ou apostamos em regra que nos iguala diante da lei. Hoje são julgados pelos potenciais crimes -- inclusive de estupro, assédio sexual, lavagem de dinheiro, improbidade administrativa -- de forma diferenciada.

Um cidadão não pode ser julgado como político quando comete atos como cidadão. Também não pode arrastar para o Supremo um processo que começou em outro tribunal.

O voto de Luiz Roberto Barroso desfaz esta confusão. O foro privilegiado incidirá apenas em relação aos atos cometidos durante o exercício do mandato e se guardar relação com o mandato. O que, segundo os dados de relatório do Supremo em Números da FGV Direito Rio, faria com que nos últimos 10 anos houvesse tramitado no tribunal tribunal apenas 1 de cada 20 ações penais do foro.

Colocaria o Brasil em rota civilizatória.

A ministra Cármen Lúcia pautou o caso. Mas alguns ministros contrários à proposta de Barroso não querem votar. Têm medo de perder.

A questão institucional então é muito clara. É possível que a Presidente do Supremo paute um assunto de relevância nacional, e ministros se recusem a votar pelo risco de perder?


Esperamos que não aconteça, para o bem da democracia brasileira. Mas está em curso uma tentativa de obstruir a votação. Paralisar o Supremo. Como?

Ministros considerariam pedir vista do processo, retardando a devolução para além do prazo adequado. Um ou outro. Ou um após o outro. Elaborar votos longos, de horas, durante a sessão, para que ela termine antes da votação. Etc...Etc...

No fundo, o Supremo é o coração da justiça. Esta tentativa de obstrução é tentativa de isquemia, angina, ou mesmo enfartar o Supremo. Entupir o processo decisório. Enfarte. Obstrução que pode matar. Mas matar o Supremo? Como?

Obstruindo o sangue da legitimidade democrática que justifica sua existência. Estancando o fluxo de respeito e de obediência, o sangue da cidadania, que lhe dá vida.

Se isto infelizmente ocorrer, restaria aos ministros obstruídos antecipar seus próprios votos.

Desobstruir a obstrução da coronária do Supremo com uma ponte safena de transparência.

Holanda, vida louca na bicicleta

Mônica Nóbrega, O Estado de São Paulo

Na Holanda, a menor distância entre dois pontos é sempre uma ciclovia. E a maior, um carro. Eu sei, qual a novidade? Você cansou de ver aquelas fotos instagramáveis de bicicletas encostadas na gradinha dos canais de Amsterdã. São lindas mesmo, fazem suspirar, mas não é delas que falo aqui.





Bicicleta e os canais de Amsterdã: pura inspiração.  Foto: Bruna Toni/Estadão
A novidade é que quando digo menor distância, estou sendo literal. As ciclovias deste país – afirmo com a autoridade de quem visitou cinco cidades nos últimos dias – são feitas para serem rápidas, retilíneas, capilarizadas e fáceis de usar. O máximo possível.
Já os carros, ah, os carros. Eles demoram. Dão voltas demais. Se enrolam e enrolam a vida de quem está dentro. Ficam presos em semáforos que demoram a lhes dar passagem e, quando ficam verdes, é por poucos segundos; logo vem de novo a luz vermelha e as bicicletas voltam a ganhar a rua.
Para dar uma ideia, do meu hotel em Utrecht à Estação Central de trens, trajeto que fiz algumas vezes, eram 3,2 km e 13 minutos pedalando. De táxi, que usei no último dia para poder ir com a mala pegar o trem, 5 km em 26 minutos. Foram tantos sinais vermelhos, voltas e retornos que a corrida saiu por 17,90 euros. Quase meia hora e 70 reais para um deslocamento de 5 km.
Em Amsterdã, ao perguntar no centro de informações turísticas onde poderia pegar um táxi para um determinado lugar, recebi da atendente uma cara de incredulidade, seguida da resposta: “Mas por que você faria isso?”. Mesmo na tarde chuvisquenta, ela me convenceu de que um carro era a pior escolha.
Modos de usar. Mas, embora a bicicleta seja o jeito mais gostoso, barato e racional de turistar na Holanda, pedalar aqui não é apenas uma brincadeirinha turística. A bike é o transporte de todo dia da maioria da população. De terno, de saia, de salto, com laptop no alforje, o pessoal pedala para ir trabalhar, fazer mercado, voltar da faculdade, levar filho para a escola. Ou seja, estão com pressa.
A bike é unidade de medida das distâncias. Quer saber se a pessoa mora longe do centro? “Vinte minutos de bicicleta”, é o que se escuta como resposta. Os “estacionamentos” de bicicletas podem ser bem lotados.







'Estacionamento' abarrotado no centrão de Haia: mais praticidade, menos glamour.  
Foto: Mônica Nobrega/Estadão

Por isso, para turistas, a vida nas ciclovias pode causar algumas dúvidas e sustos – mas só no começo e aprende-se muito rápido, juro. Nem toda parte é linda como os centros históricos de Amsterdã e Utrecht (mas a maioria é). Em Haia tem umas avenidonas feiosas e uns pedaços em reforma que nem de longe se parecem com city tour. Ah, e as motos e lambretas usam também a ciclovia. São muitas.
Em várias ruas é difícil distinguir o que é ciclovia do que é calçada do que é rua do que é trilho de tram. Os meios de transporte compartilham (mesmo) todos os espaços: carros chegam a subir na calçada nas ruas estreitas, ônibus passam por cima dos trilhos, pedestres andam pela ciclovia se for preciso.
No meio de tudo isso, o que o ciclista forasteiro precisa é aprender a “dar seta”. Isso é feito apontando com um dedo o lado para o qual você vai virar. Pronto, todo mundo dá passagem. O que nos leva ao segundo aprendizado, confiar. Algo que é especialmente difícil para os maltratados ciclistas paulistanos. A gente tem medo, e com razão. Mas na Holanda, os carros e os ônibus não correm. Eles dão passagem o tempo todo.
“Na Holanda todo motorista é, ele mesmo, um ciclista. Então ele vai dar passagem”, me garantiu o guia Jitte Roosendaal, ao ver o meu medo de atravessar uma avenida em Utrecht.
É o sonho de cidade amigável, aberta a todas as possibilidades de mobilidade. Reconheço e admiro, sem nenhum complexo de vira-latas e cheia de inspiração: os holandeses conseguiram.

Dodge suspende punição a subprocurador-geral

Frederico Vasconcelos, Folha de São Paulo

“Diário Oficial da União” desta quinta-feira (23) publica portaria da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que suspende os efeitos de portaria anterior, assinada por Rodrigo Janot, aplicando suspensão por 90 dias e censura ao subprocurador-geral Dilton Carlos Eduardo França. (*)
A punição havia sido determinada com base em decisão do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), sob a alegação de abandono de cargo e recebimento indevido de auxílio-moradia.
A penalidade foi aplicada em setembro, apesar de liminar concedida em agosto pela juiza federal Diana Maria Wanderley da Silva, do Distrito Federal, suspendendo a decisão do CNMP até o julgamento final da ação.
Em comentário ao Blog, França afirmou que “o colega PGR Rodrigo [Janot] certamente não foi cientificado da liminar, ao baixar a referida portaria, clara e juridicamente ineficaz”.
“É apenas um rematado absurdo, num colegiado desencontrado, em final de mandato, que não se deteve com os cuidados necessários à prova dos autos”, afirmou na ocasião o subprocurador-geral.
“O colega PGR Rodrigo [Janot] certamente não foi cientificado da liminar, ao baixar a referida portaria, clara e juridicamente ineficaz”, disse França.
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(*) PORTARIA N° 1.094